Consideração sobre Amor


Ontem fomos ao teatro. Pensei que veria e ouviria outras coisas mais sobre um tema tão interessante que é Amor. Não que tenha sido ruim a peça, pelo contrário, foi muito boa. Mas a despeito de amor e suas influências, tenho também minhas palavras a dizer. E como não sou um crítico de teatro, não falarei diretamente sobre ele, mas sim sobre o tema em si.
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Em uma pequena discussão em que me senti necessário adentrar, falávamos sobre as influências de outros autores em nossas decisões do cotidiano, bem como a formação de nosso próprio intelecto e quem seríamos então, se pensamos e agimos conforme palavras e ideais há muito tempo já escritas.
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No mundo, como um todo, existe uma teia gigantesca, que cobre toda a extensão do planeta, e cada ramificação representa um ideal, uma crença, uma lei entre outros conjuntos de ideologias e regras. Nós, somos impossibilitados de poder absorver toda essa teia, a vida seria impossível caso conseguíssemos. Portanto, durante toda nossa existência, passamos a escolher alguns elementos desta imensa teia, e a utilizamos no nosso dia a dia, na nossa escrita, nos nossos pensamentos e na expressão de nossos sentimentos. Mas, e o que isso significa então? Significa que realmente, nós não somos imparciais, pois cada ponto desta teia, foi tecida por várias pessoas, sendo filósofos, poetas, visionários, políticos, pastores, monges e afins. E a cada momento em que absorvemos uma de suas ideias parece que nos aproximamos de quem as criou. Porém, o que isso importaria? Utilizarei alguns exemplos para demonstrar minha descrença na idolatria que por vezes tentam nos impor por apenas pensarmos da mesma maneira que outros autores passados.
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Hermann Hesse, escritor alemão descreve seu compatriota Goethe em um de seus textos:
“(...) Estava para Goethe o amor a humanidade. Ele foi um cidadão e patriota do mundo internacional do pensamento, da liberdade interior, da consciência intelectual, e nos seus melhores momentos de reflexão ascendia tão alto que o destino dos povos não lhe aparecia mais nos seus detalhes, mas como movimentos submetidos a um todo”
Goethe foi um poeta apaixonado por tudo e todos. Não era um cidadão perfeito, e se estudarmos sobre sua vida e obra, veremos pontos positivos e alguns negativos sobre sua trajetória. Contudo, jamais desmereceríamos um elemento tão importante e que ainda vive no coração daqueles que acreditam em Amor. Com esta pequena descrição de Hesse, podemos imaginar algumas das ramificações criadas por Goethe, e que foram absorvidas pelo autor que o descreve, e que também teceu sua parte na eterna teia de ideias que hoje temos pairando sobre nós. Porém, Hermann Hesse foi um pouco mais profundo nos autores alemães, e se prontificou a também registrar, seu ponto de vista sobre um icônico personagem que muitos parecem perseguir como se fosse um super-homem ou algum outro herói qualquer:
“Zaratustra é o ser humano, é o eu e o tu, é o homem que procuram em si mesmos, o sincero, o que não se deixa seduzir”
Das teias tecidas por Nietzsche, Hesse nos apontou uma delas, que é a de Zaratustra, e que talvez seja o melhor exemplo para enfim delimitar meu pensamento. Muitos se inspiram no personagem de Nietzsche e parecem tentar ser como ele, e acabam por não perceber, que essa nunca foi a intenção do autor. E não me prolongarei nesse trecho, por considerar que a pequena citação do texto “O retorno de Zaratustra” de Hesse, traduza perfeitamente o que gostaria de dizer até o presente momento.
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Mas daí, voltemos ao amor. Sabendo então que nossas vidas são formadas por um conjunto de ideias que nós mesmos decidimos quais, quando e onde as utilizar, e que apesar do fato delas terem sido criadas por alguém que admiramos, isso ainda continua sendo extremamente subjetivo. Você pode tratar sobre Amor como Goethe tratava, e ainda continuará sendo você mesmo. Goethe morreu em 1832, o que resta são suas obras, e ao lermos elas, continuamos sendo nós mesmos, pois repito: Goethe está morto!
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Quando ouvimos sobre amor, por mais que sejam belas as histórias narradas pelos poetas e as peças de teatro que nos emocionam, quando saímos para a realidade, para o lado exterior, vemos que tudo aquilo ainda é obsoleto. Não podemos tratar nossas vidas como poesias escritas a alguns séculos atrás, nem tampouco baseado nos modelos contemporâneos de relacionamentos. O que parece-me ser real e cabível é vivermos o presente. O presente onde escolhemos e criamos nossa própria teia ideológica, mas que não permite que mudemos a pessoa que somos. E ao tomar consciência disso, paramos com todas as comparações possíveis. Deixamos para trás o passado, as ramificações que outrora nos apegamos, e olhamos para frente, utilizando o que de bom permanece, e deixando para trás tudo aquilo que não nos serviu em outros momentos.
Se você pensa amar alguém, não pode compará-lo a seu ex amante. Não pode compará-lo com o galã da novela das 8 (e que começa às 9). Se você ama alguém, você tem que o ver como um ser único, tal como realmente é, e deixar que o futuro aconteça sem que as chagas do passado interfiram no decorrer da união criada. Quando se entra em um novo relacionamento, baseando-se em experiências anteriores, como se já estivesse esperando o jovem cometer um erro que outrora já foi seu motivo de sofrimento, então talvez o relacionamento já esteja acabado, e que indo mais além, talvez nem sequer exista de fato um amor pelo indivíduo. Seria possível dizer que existe apenas uma sombra do passado que você gostaria de rever e transformar naquilo que nunca pode ser. Condenando o presente a jamais se desenvolver como algo novo, mas sim como uma eterna repetição daquilo que você nunca pode alcançar. Prendendo a sua própria existência em um loop eterno, da qual nunca se sairá sem outra nova cicatriz.
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Por que será temos tanta dificuldade em esquecer o passado, cessar as comparações e de viver algo plenamente novo? Será que nossas leituras servem para formar nosso intelecto, ou para interferir nas nossas atitudes?
Se um dos objetivos da filosofia é justamente a expressão racional de nossos sentimentos, por qual motivo a utilizaríamos como forma de comparação a algo que ainda estamos vivendo, e que pertence ao futuro? É preciso que sejamos nós mesmos. Carregamos todas as ideias que absorvemos desta enorme teia, mas temos que ser fiéis a nossa existência. Admiro os poetas, admiro aqueles que buscaram a paz mundial, a paz espiritual, aqueles que não desistiram de seus amores. Muitos nomes serão lembrados nos livros, nas escolas e academias, porém, o que isso me importa, se eu, um morador do interior sul mineiro, que sou apenas mais um estudante, me sinto apaixonado pela linda garota que outrora me concedeu um beijo, e que me elevou aos céus, me fazendo abrir os olhos para as estrelas que brilham no infinito universo a qual pertencemos e me fez sentir tal como sou, um simples ser em busca da felicidade, e que encontrou amor em seus abraços? E se essa garota nunca escreveu um livro, tal como eu. E se ela já viveu o mesmo tempo que minha pessoa, e igualmente sofreu por amor, e igualmente sorriu por felicidade? O que importa me o passado se hoje, em meus braços ela estará novamente?
Pois no fim das contas, talvez apenas isso me importe: Te abraçar novamente e sentir o suave toque de seus lábios junto dos meus. 
E se me permite, finalizarei este texto,  parafraseando o grande Goethe, eterno recriador de amor: 
"...Então, voarei ao seu encontro, enlaçando-a, e ficaremos em face do eterno, unidos por um beijo sem fim..."
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22 julho, 2014
Posted by Johnny Ribeiro

Histórias do Brasil


Post feito apenas para organizar de melhor maneira a mini-série produzida pela Tv Brasil sobre a história de nosso País.

1° - Antes do Brasil, Cabo Frio, 1530:
No primeiro episódio da série Histórias do Brasil, dois alemães desembarcam de um pequeno bote em uma praia paradisíaca. O jovem Franz Hessen está encantando com o cenário. O companheiro de Franz beija o grande crucifixo de prata que traz em um cordão. Cada um pega um arcabuz e os dois se aventuram pela mata. Em pouco tempo de caminhada, Franz Hessen se perde de seu companheiro e acaba sendo capturado por três índios. O alemão é levado para a tribo como prisioneiro.
Apontado pelos índios como francês, Franz Hessen é amarrado a um toco no centro da tribo e é ali deixado. À noite, índios de outra tribo chegam para uma celebração. Para surpresa do alemão, entre os índios recém-chegados há um europeu. É um homem branco, um português, vivendo entre os selvagens! Franz Hessen vê em Manuel Dias, o português, a sua chance de convencer os índios de que não é um aliado dos franceses. Franz implora ao português que interceda a seu favor junto aos índios. Os europeus passam a noite conversando. Franz Hessen oferece mundos e fundos ao português caso este consiga sua liberdade.


2° - Colonização:
O português Fernão Barreto é um senhor de Engenho no Rio de Janeiro em 1580. Para a produção de açúcar conta com 50 peças de escravos, todos "negros da terra", ou seja, índios. Uma nova safra de cana-de-açúcar está pronta para ser moída e, como é de costume, Barreto espera a chegada do padre que irá benzer o moinho para dar início ao trabalho.O atraso do religioso deixa Barreto apreensivo, pois as tribos do entorno têm promovido constantes ataques ao engenho e o clima na região é tenso. Enquanto aguarda, Barreto conversa com Lopes Magalhães, um mercador de escravos português (da Ilha da Madeira) que veio lhe oferecer algumas peças de negros de Angola. Magalhães tenta convencer Barreto de que os africanos são melhores escravos do que os índios.


3° - Guerra Pelo Açúcar:
O português João de Azevedo está apreensivo. Acender um cachimbo é uma tarefa difícil para suas mãos trêmulas. Ele está no meio da mata em Pernambuco, às margens de um rio. Atrás dele está uma charrete com trinta caixas de madeira. Três africanos, de braços cruzados, aguardam instruções. Ao lado de Azevedo está Simão Nunes, judeu holandês, agiota.
Muito mais calmo, Nunes tenta tranqüilizar Azevedo, dizendo que o holandês Balthasar Van Beck chegará a qualquer momento. Azevedo não gosta da espera. Principalmente com as explosões e tiros que ouve ao longe. São as tropas portuguesas da restauração combatendo tropas holandesas. Além do sentimento de culpa por estar mais uma vez traindo seus compatriotas, Azevedo teme por sua vida caso seja flagrado negociando com os inimigos. Irônico, Nunes diz que Azevedo deveria ter pensado nisso quando, já em 1630, preferiu lucrar com a Companhia das Índias Ocidentais a lutar ao lado dos luso-brasileiros.


4° - Entradas e Bandeiras:
Uma expedição bandeirante avança pela mata fechada. Há poucos brancos, muitos mamelucos e vários índios. Estão todos descalços e caminham em fila indiana, liderados por Jerônimo, um mameluco que domina os segredos da mata. Ele conhece os caminhos, decifra os rastros deixados por animais, sabe quais plantas podem saciar a sede, encontra insetos que matam a fome.Também fazem parte da expedição Pedro e Gabriel, dois jovens colonos paulistas que participam de uma bandeira pela primeira vez. O objetivo dos jovens é capturar índios para servirem de mão de obra no cultivo de trigo. Para participar da expedição, os jovens foram financiados pelo pai, o velho Antunes, que cedeu a eles 10 escravos - entre eles o guia Jerônimo. Mas, além de escravo, Jerônimo é também filho bastardo de Antunes e irmão de Pedro e Gabriel.A marcha é interrompida quando Pedro sofre uma picada de cobra. Após alguns momentos de deliberação, o comandante da bandeira decide que Pedro não pode continuar. Ele precisa ser levado de volta para São Paulo. Jerônimo é encarregado de liderar os dois outros escravos que carregarão o jovem paulista em uma rede pelo caminho de volta.Por três dias os homens seguem pela mata. O estado de saúde de Pedro piora rápido. A água do grupo chega ao fim. Usando seus conhecimentos, Jerônimo consegue localizar um rio. Quando vão se servir de água, os escravos encontram algumas pequenas pedras negras. Um deles não tem dúvida: é ouro preto! Apesar da descoberta, Jerônimo lembra os companheiros que eles ainda precisam levar Pedro de volta para a casa. Mas os dois mamelucos se recusam. Dizem que ficarão para recolher todo o ouro que conseguirem. Jerônimo, então, coloca Pedro nas costas e segue em frente.

5° - Ouro e Cobiça:
O artesão Manuel Correia confecciona pequenas imagens de santos. Já há cerca de vinte imagens prontas nas prateleiras da oficina, mas Manuel ainda precisa terminar outras cinco até o final da semana. É o que o seu patrão Antônio Vidal insiste em lembrá-lo. Manuel se mostra tranquilo e garante que o trabalho estará pronto.
Cinco jovens negras, carregando tabuleiros de quitutes, chegam à oficina falando alto e rindo muito. Entre elas está a linda Inácia, que troca olhares e sorrisos discretos com Manuel. As negras são escravas de ganho de Antônio Vidal. Todo dia precisam entregar para seu senhor uma quantia por ele estipulada. Para complementar a renda, às vezes recorrem à prostituição. Seus clientes são os escravos que trabalham na região das minas.Uma a uma as negras entregam para seu senhor o ouro em pó que ganharam em um dia de trabalho e Vidal guarda o ouro dentro de uma das imagens de santo confeccionadas por Manuel. As negras seguem falando alto, contando detalhes de seus encontros com os clientes. Vidal termina de guardar o ouro na imagem e a devolve para a prateleira.Quando percebe que Manuel está de olho em Inácia, Vidal dá uma bronca no artesão e ordena que volte ao trabalho. Vidal, então, manda as negras pararem com a algazarra e as enxota da oficina. Vidal sai e Manuel volta para o trabalho. Na manhã seguinte, Vidal vai à oficina, e não vê sinal das imagens de santo recheadas de ouro. Vidal também não sabe onde está Inácia. E, muito menos, Manuel.



6° - Leituras Perigosas:
Meio da noite. O cirurgião Manoel Toledo encontra um homem misterioso em uma taverna e recebe dele um embrulho. Toledo corre pelas ruelas do Rio de Janeiro carregando o embrulho com todo o cuidado.
Ele chega em sua casa e sobe para o segundo andar, onde encontra um amigo encadernando livros. Toledo abre o embrulho e revela uma edição das Fábulas de La Fontaine. Esse é um dos muitos livros cuja circulação é proibida pela Metrópole.
Toledo, que participa de uma Sociedade Literária, entende que os livros devem circular livremente. Essa é sua luta. O livro de La Fontaine que acabou de comprar será encadernado no meio de textos liberados. O objetivo de Toledo é esconder a obra proibida das vistas das autoridades e assim levá-la ao maior número possível de leitores.
Eles já estão trabalhando há algumas horas quando ouvem batidas na porta. Toledo diz para o companheiro fazer silêncio e desce correndo. Quando abre a porta, se depara com três soldados carregando um homem ferido e inconsciente. O comandante da tropa é um velho conhecido de Toledo e pede ajuda ao cirurgião para tratar do homem. Toledo engole em seco quando percebe que o homem é o mesmo de quem comprou o livro. O comandante da tropa explica que tinham recebido uma denúncia de que um contrabandista de livros agiria naquela noite e, de fato, eles o encontraram. Mas o homem tentou fugir pulando um muro e acabou caindo de cabeça.
Agora o comandante precisa que Toledo reanime o contrabandista para que os soldados possam arrancar dele os nomes de seus clientes. Hesitante, o cirurgião se vê diante de um dilema: se salvar a vida do contrabandista de livros e ele recobrar a lucidez, Toledo pode ser desmascarado pelas autoridades.


7° - O Sangrador e o Doutor:
Benedito, um ex-escravo de 50 anos, é levado até um rico palacete em Botafogo. Dona Ana está aflita. Seu marido, João Alencar, está de cama, inconsciente, muito doente. Dona Ana ouviu dizer que se alguém pode curar seu marido esse alguém é Benedito, o maior sangrador da Cidade Nova. Disposta a tentar de tudo depois dos fracassos dos mais caros e respeitados médicos da Capital, Dona Ana pede que Benedito trate de seu marido.
Após um rápido exame, Benedito decide começar o tratamento com uma sangria. Em seguida, deita bixas - sanguessugas - pelo corpo de Alencar. Dois dias depois, Alencar está de pé. Muito católico, ele credita sua recuperação às orações da mulher. Mas Dona Ana admite que recorreu a um barbeiro sangrador. Alencar, então, pede o endereço do ex-escravo, para que possa agradecer pessoalmente.
Alencar encontra a pequena casa na Cidade Nova vazia. Mas escuta um falatório e um batuque. Ele entra. Nos fundos da casa, Alencar se depara com um culto de candomblé. Horrorizado com a cena, ele vai embora, fazendo o sinal da cruz: sua vida foi salva num ritual pagão. E isso ele não pode admitir.


8° - Vida e Morte no Paraguai:
No acampamento do Exército Aliado, três amigos se divertem conversando sobre Alfredo, colega deles que se feriu levemente em circunstâncias misteriosas. Cada amigo tem umaversão para o ferimento.
O primeiro acredita que Alfredo se feriu ao voltar a um campo de batalha para recuperar sua espada perdida. Ao chegar ao campo forrado de cadáveres, deparou-se com uma cena no mínimo chocante. Quatro soldados paraguaios, que provavelmente haviam se fingido de mortos durante a batalha, saqueavam os mortos. Botas, cintos, camisas e até calças eram recolhidos pelos homens. Ao ficarem cara a cara, brasileiro e paraguaios não sabiam como agir. Alfredo explicou que só havia voltado por sua espada e, realmente, a pegou do chão. Mas temia que os paraguaios não o deixassem ir, afinal, ele podia avisar o Exército Aliado da presença dos inimigos. Por outro lado, os paraguaios não sabiam se o Exército Aliado estaria esperando o retorno do soldado brasileiro. Nesse caso, se matassem Alfredo, poderiam ser perseguidos por centenas de inimigos. Após um momento de indecisão, os paraguaios deram as costas para Alfredo e voltaram a se ocupar dos cadáveres. Alfredo entendeu a deixa e saiu rápido. Mas, ainda nervoso, ao montar em seu cavalo perdeu o equilíbrio e caiu, ferindo-se com a própria espada.
O segundo colega afirma que Alfredo fez uma inacreditável visita à trincheira inimiga. Tudo começou quando, certa noite, cansado de ficar de sentinela, Alfredo decidiu visitar os paraguaios na trincheira a poucos metros dali. Apesar da surpresa dos paraguaios, Alfredo logo convenceu os inimigos de que sua presença ali era amistosa. Em pouco tempo, conversavam como melhores amigos. Beberam, fumaram, tomaram chimarrão e cada um falou mal de seu exército. O clima só ficou um pouco mais pesado quando Alfredo começou a tentar convencer os paraguaios a desertar e passar para o lado brasileiro, afinal, dizia ele, "o Solano Lopez é um louco!" Os paraguaios não gostaram nem um pouco dos comentários do brasileiro. Alfredo teve que sair de lá correndo, perseguido pelos enfurecidos paraguaios. Bêbado, sem lembrar a senha que devia dizer para o sentinela brasileiro, acabou se vendo numa luta corporal, que terminou com a baioneta do sentinela cravada em sua perna.
Já a terceira versão garante que ferimento de Alfredo foi fruto de um caso de amor. Alfredo teria se encantado por uma jovem, filha de um barbeiro do acampamento. Já estavam juntos há alguns dias quando um coronel também se encantou pela jovem. Alfredo sabia que sua patente não era páreo para a de um coronel, mas tentou convencer o pai da moça do absurdo que seria autorizar a namoro da jovem com o velho. Isso porque o coronel tinha 60 anos, enquanto a jovem apenas 17. Mas o barbeiro não conseguiu resistir à oferta do coronel: um saco de feijão, outro de milho, dois alqueires de arroz, uma vaca para corte e um boi de montaria pela moça. Mas Alfredo não desistiu. Sempre que o coronel se ausentava, ele entrava sorrateiramente na cabana do velho para desfrutar de alguns momentos de romance com a jovem. Para seu azar, certa noite o coronel voltou mais cedo e deparou-se com sua jovem nua e um soldado tentando fugir por baixo da lona da barraca. O coronel só teve tempo de sacar sua faca e fincá-la na perna do soldado. Mas, mesmo com a faca do coronel cravada em seu corpo, Alfredo conseguiu sumir na escuridão do acampamento. O coronel não tentou descobrir a identidade do soldado que estava com sua jovem amante, afinal, não quis correr o risco ter sua fama de homem traído na boca dos soldados. Mesmo assim, depois do ocorrido Alfredo teve que se esforçar para não mancar na frente do coronel.
Os três riem e esperam por notícias de Alfredo. Mas o tempo passa. E o amigo está demorando muito a voltar.



9° - Propaganda e Repressão:
Em uma mesa do Bar Amarelinho, naCinelândia, alguns jornalistas conversam sobre Getúlio Vargas, o Estado Novo, e a censura aos jornais onde trabalham. Um dos jornalistas critica a propaganda do Estado Novo, dizendo que "os energúmenos do Departamento de Imprensa e Propaganda deviam pelo menos aprender com os russos a fazer filmes sobre as massas". Segundo ele, "O Encouraçado Potemkin" é um exemplo perfeito de filme ideológico.
Entre os jornalistas está o jovem Alves, que quando tenta fazer um comentário é interrompido por seus colegas mais experientes, sempre com histórias, casos ou idéias mais interessantes. Quando os jornalistas ficam mais exaltados, alguém logo aponta para a direção do morro de Santo Antônio e menciona a temida Polícia Especial de Filinto Müller. É a deixa para os ânimos se acalmarem.
Um grupo de homens mal encarados chega ao bar e ocupa uma mesa próxima à dos jornalistas. Os homens comentam empolgados o último discurso de Hitler e falam mal dos comunistas. Imediatamente, os jornalistas mudam de assunto.
No dia seguinte, no Palácio Tiradentes, Alves é recebido por um alto funcionário do DIP. Alves foi indicado para um cargo no Departamento a pedido de seu pai, importante empresário e simpatizante do Estado Novo, que está cansado de ver seu filho metido com os jornalistas de esquerda. Em seu primeiro dia de trabalho no DIP, Alves participa de uma reunião com os chefes das cinco divisões: Divulgação, Rádio-difusão, Cinema e Teatro, Turismo e Imprensa.
Na reunião são discutidas políticas e estratégias de cada divisão. São abordados assuntos como: censura a jornais, filmes e peças de teatro; a mudança do Dia do Trabalhador para Dia do Trabalho, com o objetivo de tirar o foco do trabalhador e de suas reivindicações e fazer do dia uma festa do Estado Novo; a programação da Hora do Brasil; a produção de cartilhas escolares.
O chefe da divisão de Cinema e Teatro conta, empolgado, como seus técnicos fizeram uma montagem juntando uma tomada de Getúlio Vargas dando uma tacada de golfe com uma jogada feita por um jogador profissional. Segundo o chefe da divisão, quem vê a montagem tem certeza de que Vargas, péssimo jogador de golfe, é um verdadeiro campeão.
Alves acompanha a reunião calado. Até que um cine-jornal sobre a festa de Primeiro de Maio no Estádio de São Januário é exibido. Os chefes das divisões não ficam animados com o filme e criticam sua eficiência. Discutem, exaustivamente, qual seria o problema. Alves pede a palavra e todos o escutam. Ele diz acreditar que o problema está na maneira como os espectadores foram filmados. Alves comenta que os russos sabem filmar as massas com eficiência. Segundo ele, faltam ao filme do DIP alguns closes de espectadores no estádio, para que o público do filme tenha com quem se identificar. Como exemplo do que está falando, Alves cita O Encouraçado Potemkin.
Inicialmente, os funcionários do DIP não gostam das referências comunistas de Alves, mas logo percebem que ele tem razão. O chefe do Departamento dá os parabéns a Alves e diz que ele terá um belo futuro no DIP. Mas Alves já não tem tanta certeza se realmente virá trabalhar no Departamento de Propaganda e Imprensa. Ainda mais quando, no fim da reunião, o chefe do departamento faz um inflamado discurso contra a democracia.
À noite, os jornalistas estão reunidos novamente no Amarelinho, discutindo o Governo Vargas. Alves está entre eles, e acredita que nada mudou em sua vida. Mas isso está longe de ser verdade.


10° - O Sonho de Juscelino, Brasília:
A primeira residência oficial do presidenteJuscelino Kubitschek em Brasília é um prédio simples, sem conforto, feito de madeira. Projetado por Oscar Niemeyer e construído em 10 dias, seu nome é uma referência aoPalácio do Catete, residência do presidente no Rio de Janeiro. Brasília já está praticamente pronta e essa será a última noite em que o presidente dormirá no Catetinho.
Sebastião, velho mordomo que acompanha Kubitschek desde o Rio de Janeiro, e Nascimento, jovem mordomo que assumirá o cargo na nova capital, trabalham juntos para deixar tudo arrumado. Mas as diferenças entre os dois mordomos são muitas. Sebastião acha que a capital jamais deveria ter saído do Rio de Janeiro. Nascimento não vê a hora de Brasília estar ocupada e funcionando a pleno vapor.
A arquitetura de Brasília também é motivo de discordância entre os dois. Nascimento é um entusiasta do futurismo da nova capital. Sebastião prefere os prédios neoclássicos do Rio de Janeiro. Apesar das diferenças e da insistência do jovem Nascimento em não seguir as orientações do velho Sebastião, os dois têm pressa: o presidente JK vai chegar a qualquer momento.


Fonte: Tv Brasil
13 abril, 2014
Posted by Johnny Ribeiro

A Revolução dos Bichos


Conforme leitura do livro, segue síntese, a qual é interessante mencionar, que não se trata de um trabalho a ser entregue, mas sim um texto para o blog.




O livro A revolução dos bichos foi publicado em 17 de agosto de 1945 e faz uma crítica explícita ao Stalinismo.
Para deixar um pouco mais fácil de entender, segue essa relação comparativa entre o livro e a sociedade Soviética, que eu montei a partir do que eu compreendi do livro e obviamente, pesquisando na internet.

O animalismo
O socialismo ou o comunismo
O Solar dos Bichos
União Soviética
O Canto dos Bichos da Inglaterra
A Internacional Socialista
Os porcos
A burocracia soviética
Os homens
A burguesia
Os animais
O proletariado
Sr. Jones
O Czar Nicolau II
O Velho Major
Karl Marx
Napoleão
Stálin
Bola de Neve (Snowball)
Trotsky
As ovelhas
A massa alienada
Os cachorros
A polícia política (KGB)
Sansão (Boxer)
O trabalhador iludido
O corvo Moisés
A Igreja Ortodoxa
O porco Garganta (Squealer)
A propaganda comunista
A bandeira verde com o chifre e o casco
A bandeira soviética com a foice e o martelo

Apesar da crítica pesada feita sobre o sistema soviético, não posso deixar de considerar o livro como tendencioso, pois tenta generalizar tudo o que foi feito desde a revolução Russa em 1917 até a situação em que se encontrava no ano de 1945, quando o livro fora lançado.
Retirando o lado crítico ao comunismo, podemos usá-lo ainda nos dias de hoje para analisar o governo que pensa nos comandar. Governo este, que não é nem um pouco comunista ou socialista.

Ano, 2014:


Para manter o foco em um ponto único, podemos comparar a obrar de Orwell com a situação vivida por nós Brasileiros em ano de copa do mundo e também de eleições para presidente, governador, senador e etc.
Vemos em nossa sociedade brasileira atual uma briga entre os homens-porcos para assumir o poder de "nossa" fazenda chamada Brasil.
Porém o que poucos percebem é que todos esses porcos não passam de pessoas criadas ou introduzidas dentro do sistema político e que mesmo precisando de seu consentimento (voto) para se elegerem, quando o forem, não farão um mínimo de esforço para transformar a vida de seus eleitores proletariados em algo mais digno, e digo isso baseado nos atuais pré candidatos a presidência, uma breve pesquisa pode confirmar o meu ponto de vista.
Porém, antes das eleições teremos a copa do mundo, e dentro da organização da mesma, nós sabemos que existe uma corrupção absurda, e além disso, toda a estrutura será e está sendo construída sob a pobreza e miséria de milhões. E mesmo assim muitos ainda estão animados com tudo isso, pensando ser algo grandioso que irá mudar para bem nossas vidas, mas não são capazes de perceber e reconhecer que o governo ao aceitar bancar bilhões em custo fechou os olhos para a maioria da população de um país que não dispõe do mínimo necessário para viver.

Hoje temos um governo que não precisa forçar muito para manter o povo nas rédeas curtas. Movimentos sociais vem acontecendo com frequência em grandes estados, e isso é importante, pois muitos estão começando a vivenciar a realidade que antes, apesar de explícita, fingia-se não ver.
Então, com todas essas ideias, posso afirmar que o livro nos faz refletir para algo que já é de nosso conhecimento, porém que não damos a atenção necessária, não olhamos com o olhar crítico que é preciso. Somos governados por homens porcos, em um país decadente, com uma população que parece estar acordando para a realidade, mas precisamos ir muito além. Ainda temos muito que evoluir.
Precisamos de uma solução que abra a mente das pessoas, pois estamos perdendo nosso tempo com problemas que todos poderiam resolver juntos. Mas até isso acontecer, teremos que nos contentar com as migalhas que os donos do poder nos permitem ficar.

Conclusão do Livro:

O trecho que irei citar logo abaixo foi copiado, atualizado e resumido de um artigo disponibilizado na internet, pois não encontrei maneira melhor de expressar o meu sentimento para com o texto, principalmente pelo fato de ser usado nas escolas.

"Embora seja muito estudada e lida em sala de aula e na escola, A Revolução dos Bichos é um livro que ainda pede uma releitura crítica. A narrativa histórica na qual ele se baseia é uma narrativa fortemente partidária do anticomunismo, baseada principalmente em Trotsky, embora ele não se apresente assim. Ele é lido como narrativa neutra que é capaz de engajar e de politizar a juventude. Isso precisa ser questionado e uma visão mais objetiva, que não repita, meramente, os clichês da Guerra Fria sobre o período Stálin precisa ser abordada em sala de aula. No Brasil, os trabalhos disponíveis sobre A Revolução dos Bichos, com os textos de Felipe Fontana e Olgário Vogt, fixam-se totalmente no mito Orwell, celebrando sem maiores críticas o “clássico”, repetindo elogios a respeito de sua biografia e vida, mas sem aprofundar-se em sua obra. No entanto, na Inglaterra novos estudos sobre Orwell o fazem aparecer sob uma outra luz: antissemita, homofóbico, anticomunista que chegou a trabalhar como informante do Estado em plena Guerra Fria e delatar outros escritores (...) O texto foi apresentada do ponto de vista trotsquista e anti-soviética. Construindo uma dicotomia pobre entre Stálin (“Napoleão”) e Trotsky (“Bola de Neve”). Não há dúvidas de que o texto tomou claro partido por Trotsky e o anticomunismo. No entanto, os estudiosos brasileiros nunca mostram isso, pelo contrário, dão a essa hipótese o caráter de verdade inquestionável."

Bibliografia:

ORWELL, G. A Revolução dos bichos. Trad. por: Heitor Aquino Ferreira. 4 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

VOGT, Olgário. A Revolução Russa através da Revolução dos Bichos. Revista Ágora, Vol. 13, n. 1, 2007.

Links utilizados na pesquisa:



Blog República Socialista - Ficção e História em A Revolução dos Bichos






05 março, 2014
Posted by Johnny Ribeiro

A Função Social da Escola


Baseado no texto a seguir, segue síntese, não sendo um texto final, porém servindo de base para outros que virão.



Para ser direto e evitar assuntos repetitivos analisarei o texto de maneira simples e objetiva, citando alguns pontos e dando minha opinião a respeito dos assuntos mencionados.

A resposta sobre qual seria a Função Social da Escola já se mostra na página 07, a qual segue reprodução abaixo.

"A escola é uma instituição social com objetivo explícito: o desenvolvimento das potencialidades físicas, cognitivas e afetivas dos alunos, por meio da aprendizagem dos conteúdos (conhecimentos, habilidades, procedimentos, atitudes, e valores) que, aliás, deve acontecer de maneira contextualizada desenvolvendo nos discentes a capacidade de tornarem-se cidadãos participativos na sociedade em que vivem."

Iniciando-se a síntese, temos logo na introdução a seguinte citação:

“A sociedade tem avançado em vários aspectos, e mais do que nunca é imprescindível que a escola acompanhe essas evoluções, que ela esteja conectada a essas transformações, falando a mesma língua, favorecendo o acesso ao conhecimento que é o assunto crucial a ser tratado neste trabalho.”

A partir deste trecho, conseguimos visualizar o contexto principal do profissional que uma escola necessita, afinal, conforme mencionado e é de conhecimento geral, que a sociedade que nós vivemos avançou de uma forma muito brusca, principalmente nos últimos 10 anos, mais precisamente após a era F.H.C.
Antes investimentos na educação pública eram pífios e apesar de ter sido feito uma melhora no ensino, só se deu um grande passo na área da educação quando o governo decidiu governar para o povo, resultando em um maior investimento na área, aumentando a oferta de vagas nas escolas públicas de ensino fundamental, médio, superior e também nas escolas técnicas.
E é nesse contexto que o professor entra, afinal, estamos fazendo parte de uma evolução e consequentemente temos que evoluir junto, ou não seremos bem sucedidos na profissão que escolhemos para nossa vida.

Prosseguindo, ainda na introdução:

“... Qual é na verdade a função social da escola? A escola está realmente cumprindo ou procurando cumprir sua função, como agente de intervenção na sociedade? ”
Com base nas leis, podemos facilitar a compreensão do trecho acima citado:
Constituição Federal 1988 - Artigo 205
“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Isso é o que deve ser feito, mas não é a realidade. Alguns alunos são matriculados nas instituições de ensino pelo seu responsável, e ali se encerra o vínculo familiar com a escola, permanecendo apenas o aluno dentro deste ciclo.
A comunidade familiar deve compreender que deve participar ativamente do processo de escolar, não deixando que se pense que apenas a escola e o educador são responsáveis pelo processo de formação de um cidadão ativo.¹
Portanto, concluo este trecho com a seguinte afirmação:

É dever da escola/educador trazer a comunidade para a instituição, ressaltando a importância da participação familiar na formação do aluno. Muitas pessoas não sabem o que se passa dentro da escola, da sala de aula, com seus próprios filhos. E muito menos imaginam que para se formar um cidadão pensativo capaz de questionar o mundo em que vivemos e colaborar com a evolução do nosso meio, não é possível apenas com a participação da escola. Sabemos que o tempo que a instituição dispõe para o aluno não é o suficiente, e creio ser dever da comunidade incentivar grupos de estudo e pesquisa fora da escola com a finalidade de complementar e facilitar o ato do ensino.

Indo um pouco mais além, chegamos à:

Ação do Gestor Escolar:

"Um bom clima de trabalho, em que a direção contribua para conseguir o empenho de todos, em que os professores aceitem aprender com a experiência dos colegas."

Um diploma não torna uma pessoa melhor que outra, mas a humildade em estar sempre aprendendo com as pessoas que estão ao seu redor, certamente lhe tornarão uma pessoa melhor no que faz.
E quando um profissional que não tem a capacidade de se integrar com os demais, trocando ideias e informações que é o essencial para o aprendizado, o que esse formador tem para oferecer a sua classe? Se o que buscamos é uma socialização da turma de forma organizada, também temos que fazer o mesmo em nosso meio.
Quanto a ação do gestor em si, o que se espera é que ele torne o ambiente agradável a todos, tomando as atitudes cabíveis ao seu cargo, oferecendo o que tem de melhor para que os professores,alunos e demais envolvidos possam fazer da escola um local agradável e que cumpra com seu dever para com a sociedade.

Conclusão:


Antes de apresentar conclusões precipitadas, devo ressaltar que o estudo do fator "escola" é feito de forma cautelosa. Quando analisamos o nível das instituições no nosso país vemos que cada estado/cidade se destaca em algo, seja positivo ou negativo, portanto não seria certo concluir com alguma resposta pronta.
Todos estados do Brasil tem que obedecer as regras impostas pelo governo federal, porém é de conhecimento de todos que as leis em sua maioria não são respeitadas. Cabe a nós, futuros professores nos juntarmos aos que já estão nessa caminhada e participar do processo de transformação da cultura escolar, lutando para que os direitos e deveres de cada parte seja cumprido.
_________________________________________________________________________________

¹ - Ressaltando que não podemos generalizar o assunto. Não existe escola "padrão", portanto quando se questiona se a instituição está cumprindo seu dever, deve-se analisar casos singulares.
28 fevereiro, 2014
Posted by Johnny Ribeiro

A Função da Creche na Sociedade Brasileira


Conforme temas propostos, segue dissertação do assunto com a finalidade de ao término da pesquisa elaborar um pequeno projeto de apresentação do assunto.

Para pesquisa, foram utilizados a princípio 2 textos, os quais seguem logo abaixo:

A instituição creche: Apontamentos sobre sua história e papel.




O surgimento da creche: Uma construção social e histórica




Conforme o assunto se desenvolver, vou prosseguindo com a postagem...
26 fevereiro, 2014
Posted by Johnny Ribeiro

Comunicação e expressão. Manipulação!


Esse post, se refere ao vídeo a seguir:




Antes de analisar o comentário em si, gostaria de me focar no comentarista primeiramente.
Eis então, alguns outros vídeos deste cidadão:

Sobre ditadura militar:




Sobre popularização excessiva do automóvel:




Sobre estudantes vagabundos, e mais um pouco de ditadura:




Segue também para finalizar essa parte, a biografia do senhor Prates em poucas palavras.

Luiz Carlos Prates - Breve biografia, via Wikipedia


Pra dar uma leve descontraída, segue também a versão sobre o que a desiclopédia pensa a respeito deste "nobre" comentarista:

Luiz Carlos Prates - Versão desiclopédia

22 fevereiro, 2014
Posted by Johnny Ribeiro

Brasil: Descobrimento ou Achamento?



'Descobrir' não é o mesmo que chegar primeiro. Mesmo essa discussão, saber quem foi o primeiro, é secundária
Alguns textos que ajudam na reflexão deste assunto:

Com a leitura desses textos pude concluir algumas coisas:

  1. Não existem provas suficientes que mostrem quem realmente chegou primeiro ao território, hoje brasileiro.
  2. Os primeiros relatos oficiais, dão conta de que Cristovão Colombo descobriu a América, e esse fato é pouco contestado.
  3. Se Colombo descobriu o continente americano, e naquela época o continente não era dividido em nações, podemos concluir que não existe um descobrimento do Brasil, e sim que de fato ocorreu apenas a colonização e demarcação de um território já existente e povoado, no caso, pelos índios.
  4. Ainda preciso ler mais sobre o assunto para poder prosseguir.
:p



19 fevereiro, 2014
Posted by Johnny Ribeiro

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - OSESP


Mais informações sobre o concerto a ser realizado na Quarta-Feira, 19/02 no link a seguir:

Infos: OSESP em São João da Boa Vista

OSESP se apresentando em Paris:




Um pouco sobre os compositores e suas obras, as quais serão reproduzidos pela OSESP.

Sergei Prokofiev - Sinfonia n° 1 em Ré Maior, Op.25 - Clássica



18 fevereiro, 2014
Posted by Johnny Ribeiro

Xingu

Cena do filme Xingu de 2012

Registro original sobre a expedição

Conforme descrição do vídeo:
Expedição dos irmãos Cláudio e Orlando Villas Bôas que fez o segundo contato com os, então chamados, Txukarramãe. A expedição foi registrada pelo jornalista e escritor Jorge Ferreira. Este filme, de 14 minutos, é trecho do original que foi perdido. O filme original tinha mais de 1 hora de registro. O primeiro contato, realizado pelos irmãos Villas Bôas, foi em 1951.


Breve relato sobre os irmãos Vilas Boas





Blog Oficial do Filme Xingu de 2012

Download - via PirateBay

Creio não ter muito a falar sobre o filme, é uma triste realidade do que acontece no mundo todo, em que a prioridade é o "desenvolvimento", buscando sempre atender exclusivamente os interesses da burguesia.
O modo que as pessoas que se dizem civilizadas tratam os índios faz uma boa analogia com o termo " A questão do outro", tal como visto no livro de Todorov.
São temas semelhantes, em épocas diferentes, mas que mostra que a ignorância do homem não tem fim.
Lamentável e triste saber que fazemos parte de uma sociedade como está....
15 fevereiro, 2014
Posted by Johnny Ribeiro

Todorov,Tzvetan - A conquista da América A Questão do Outro



Bom, conheci este livro na aula de antropologia de ontem (14/02), e por ignorância, a princípio pensei que se trataria de um livro chato, de leitura entediante.
Porém hoje no trabalho resolvi procurar o livro e entender melhor o assunto até mesmo pelo fato de que seria matéria de estudo.

Não consegui encontrar na internet para leitura online ou PDF para impressão em qualidade boa, mas creio que com uma boa adaptação ele ficará bom o suficiente em breve.

Caso alguém se interesse, segue o link:

Todorov - A conquista da América, A questão do outro

Pequena resenha até a parte em que eu já li:

O livro foca em uma pessoa em especial , que é Cristovão Colombo e sua jornada na "descoberta" da América.
Talvez, fora os fatos óbvios, algo que me interessou demais é que Cristovão era um grande admirador das paisagens que conhecia em suas viagens. Os relatos em suas cartas são de uma grandeza e riqueza de detalhes que sem sequer ter qualquer ilustração sobre tal nos é possível imaginar não somente o cenário, mas como também sua admiração por tudo o que vê...
Segue um pequeno trecho do livro
           ...é a admiração intransitiva da Natureza, tão intensa que se libera de toda interpretação e de toda função: é urna apreciaçào da Natureza que já nào tem nenhuma utilidade. Las Casas transcreve um trecho do diário de sua terceira viagem, que mostra Colombo preferindo a beleza à utilidade: "Ele diz que mesmo se não houvesse lucros a obter, pela beleza dessas terras, (...) não deveríamos estimá-las menos" (Historia, 1, 131). E a enumeração das admirações de Colombo não teria fim, "Toda esta terra é de montanhas muito altas e muito belas, nem áridas nem rochosas, mas muito acessíveis e com vales magníficos. Como as montanhas, os vales são repletos de árvores altas e frescas, que se tem grande satisfação em avistar" ("Diário", 26.11,1492). "Aqui, os peixes são tão diferentes dos nos sos, que é uma maravilha. Há alguns que são, como os galos, enfeitados das mais lindas cores do mundo: azuis, amarelos, vermelhos e de todas as cores. Outros são matizados de mil maneiras e suas cores são tão belas que não há quem não fique maravilhado e extasiado em vê-los. Há também baleias" (16.10.1492). "Aqui e por toda ilha, as árvores são verdes e as ervas também, como no mês de abril, na Andaluzia. O canto dos passarinhos é tal que pareceria que jamais o homem desejaria partir daqui.Os bandos de papagaios escondem o sol. Pássaros e passarinhos são de tantas espécies,e tão diferentes dos nossos, que é uma maravilha" (21.10.1492). Até o vento ali "sopra muito carinhosamente" (24.10.1492) (...)
O livro relata várias cartas de Colombo, que contém dentre este citado acima enumeráveis detalhes sobre sua jornada.
Outro foco do livro, é o tema a seguir:

A Questão do Outro



Posted by Johnny Ribeiro

A vida, como ela é?


Viver é simples, talvez não muito para alguns e muito fácil para outros.

Afinal, não temos escolha. Simplesmente chegamos a um ponto da vida, talvez lá pelo décimo sexto ano de vida e você para e se pergunta, e agora? O que vem depois? O que fazer? O que é certo ou errado?Será que estou no caminho certo?

Cada pessoa tem seus problemas, alegrias e sentimentos. Algumas simplesmente não ligam para nada disso, simplesmente acordam, vão trabalhar e/ou estudar, voltam pra suas casas, fazem uma coisinha ou outra,mas dificilmente deixam de ser apenas mais um peão do sistema em que vivemos.

No meu caso, que tento evitar um pouco das questões cotidianas de um sistema falido as vezes me agarro na ideia de que não posso levar a vida de um modo tão medíocre. Não posso e não quero adentrar muito a fundo nisso tudo, não quero ser apenas mais um que movimenta o mundo para os ricos.Não que eu ligue para tudo isso, sobre ser rico ou pobre, ter carro do ano ou não, só penso que minha existência é muito superior ao que somos obrigados a suportar para nos mantermos dentro do "sistema".
Obviamente tudo tem seus prós e contras, sei que não posso desleixar com tudo para não ir a "falência" do capitalismo, pois apesar de ser um modo estúpido de se viver, eu nasci nele, não tenho muitas escolhas então tenho que fazer ao menos um mínimo de esforço para manter um certo nível de conforto que considero necessário para minha pessoa e a qualquer outro semelhante.

Algumas questões que sempre me vem a cabeça e vou descrever logo abaixo:

Nota:Seria interessante, caso exista algum leitor nesse blog, que o mesmo lesse cada questão e pensasse a respeito antes de seguir para o próximo item:

  1. Qual o sentido da vida?
  2. Qual nossa "meta"? Afinal, se nascemos devemos ter algum propósito para isso.
  3. O que é realmente importante? Dinheiro, amor, adquirir conhecimento,...?
  4. Como moldar nossa consciência de modo que atenda as leis que devemos seguir sem muitas objeções, e que também seja capaz de nos tornar felizes perante aquilo que somos verdadeiramente?
Eu tenho uma opinião formada sobre tudo isso, mas penso que cada um tem um ponto de vista diferente e talvez minha definição sobre o certo e o errado não venha ao caso.
Então vale a reflexão individual...

Creio não ter muito a escrever, as ideias estão um tanto quanto bagunçadas e sem um rumo certo,mas vou tentar organizar e acrescentar aos poucos..

14 fevereiro, 2014
Posted by Johnny Ribeiro

Charlie Brown Jr.



Em minha inútil opinião, uma das melhores bandas nacionais dentro de seu estilo.
Conheci a banda por uma fita k7 que na época paguei em torno de 5 dilmas, na época (fhc's) e nunca mais deixei de acompanhar a carreira deles.
Apesar do fim trágico que levou a banda, suas músicas, as quais muitas considero como poemas que trazem a nossa mente um sentimento agradável e que quase sempre faz com que nos identifiquemos com as letras.

Então pra não ficar apenas nessa leitura entediante, já que quase todos conhecem a banda vai alguns vídeos, matérias em outros sites e afins, pra quem , tal como eu gosta de rever momentos que serão eternos em nossa vida...

13 fevereiro, 2014
Posted by Johnny Ribeiro
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Módulos de estudo e futuros temas


Conforme ideia principal que é transformar o blog em um arquivo sobre os tópicos abordados no curso de História da UNIFEOB que se inicia hoje, segue os temas que serão abordados em sala de aula e que posteriormente irão se tornar tópicos neste humilde poço de informações.

1° Módulo

  1. Antiguidade Oriental e Clássica
  2. Antropologia
  3. Brasil Colonial
  4. Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa
  5. Didática

2° Módulo

  1. Formação Econômica e Territorial do Brasil
  2. História da África
  3. Historiografia Brasileira
  4. Metodologia da Pesquisa Científica
  5. Organização da Educação Básica
  6. Pensamento Brasileiro
10 fevereiro, 2014
Posted by Johnny Ribeiro

Electroma


Sem muitas frescuras, dê o play pra ir carregando, finalize a leitura e pare de perder tempo meu jovem!!



Detalhes:

  • Não existe diálogo no filme;
  • Trilha sonora que nem sequer consigo descrever, só ouvindo pra entender;
  • Abra sua mente!!
E pra finalizar, recomendo que se veja o filme ouvindo alguma música que lhe interesse.
Segue inclusive, alguns Set's que por experiência própria posso afirmar que elevarão sua viajem para outra dimensão.



E atenção, em um filme, principalmente neste estilo o som é tao importante quanto a imagem, portanto, deixe o vídeo em HD (selecionando no proprío player do youtube) e aumente o volume da música ao máximo que puder.

God Trip!!
05 fevereiro, 2014
Posted by Johnny Ribeiro
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Guns n' Roses

É disso que eu to falando meu jovem!! 


Que nostalgia cara, que sensação é boa essa ao ouvir uma das bandas que eu mais fiquei viciado em toda minha juventude e adolescência.
Me pego neste momento pensando se teria sido realmente uma troca justa deixar o bom e velho rock n' roll pra trás e passar a viajar no mundo psicodélico.
Mas enfim,
Apesar de duvidar da existência de pessoas que não conheçam o Guns n' Roses, ai vai alguns vídeos que valem a pena serem vistos.


Show de 1988, com uma qualidade que não chega a ser das melhores, mas ainda assim é extremamente fácil entrar no clima pesado das músicas que na época estavam no auge de "violência".
Por isso compreenda o fato de que essa é uma das poucas gravações de qualidade com a formação original da banda.As pessoas não dão muita atenção a isso, mas foram 6 caras que praticamente saíram do "nada" e se tornaram ídolos no mundo todo, e fizeram isso de uma forma que poucos teriam coragem de fazer.
A história completa de tudo isso talvez você possa ler nesse site que estou indo procurar no google neste momento:

03 fevereiro, 2014
Posted by Johnny Ribeiro
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